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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"A GENEROSIDADE COMPARTILHADA"

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos. A fome o maltratava

Decidiu que pediria comida na próxima casa em que batesse. Porém, quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta, seus nervos o traíram.


Em vez de comida, ele só teve coragem
para pedir um copo de água.


A jovem descobriu nele um rapaz faminto e, em vez de água,
lhe deu um grande copo de leite.
Ele bebeu devagar. Depois, receoso, perguntou:
Quanto lhe devo?
Não me deve nada, respondeu ela. Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.
Ele disse: "pois eu te agradeço de todo coração."


Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Antes, ele estava resignado a se render e deixar tudo. Agora, estava disposto a prosseguir na luta até a conquista do que idealizara para a sua vida.


Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos quanto ao correto diagnóstico e conseqüente tratamento. Finalmente, a enviaram para a cidade grande, onde chamaram um especialista para analisar sua rara enfermidade. O especialista não era outro senão

o Dr. Howard Kelly.

Quando lhe apresentaram a ficha da enferma e ele soube do nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu os seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente.


Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar especial atenção para aquela paciente.


Depois de uma demorada luta pela vida da doente, ele ganhou a batalha. Quando ela se preparava para ter alta, o Dr. Kelly pediu para a administração do hospital que lhe deixasse ver a fatura total dos gastos, a fim de que a pudesse aprovar.


Ele a conferiu, item por item, depois escreveu alguma coisa e mandou entregá-la no quarto da paciente.


Ela tinha medo de abrir a fatura, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. No entanto, quando se decidiu a abrir o envelope, algo lhe chamou a atenção. Em letras caprichadas, mas firmes, havia uma anotação:


Pago totalmente, faz muitos anos, com um copo de leite. Assinado: Dr. Howard Kelly.


E lágrimas de intensa alegria correram dos olhos daquela mulher, que se lembrou de orar nos seguintes termos:


Graças, meu Deus, porque teu amor se manifestou
nas mãos e nos corações humanos.


Imensa é a generosidade dos corações que se manifesta das mais variadas formas. Basta um pequeno toque, um pequeno pedido, e eis a generosidade se transformando em alimento, agasalho, abrigo, acolhida, companhia.


E porque a generosidade espanca a miséria, transformando patrimônio em lares, pedras em pães, horas preciosas em alfabetização, a esperança prossegue luzindo nas almas, conduzindo-nos a um mundo de paz, onde todos nos daremos as mãos, na qualidade de irmãos.



(autor desconhecido)





























quarta-feira, 11 de agosto de 2010

""ROUPAS NO VARAL"


Parada à soleira da porta, Livia admirava seu pátio. A grama verde já estava na hora de ser aparada.
O limoeiro está repleto de limões. Alguns amarelando. Por entre as roupas estendidas no varal, pode ver um
galho do abacateiro vergado ao peso de tantos abacates.
Por que Livia gosta tanto de ver um varal cheio de roupas, balouçando ao vento, aquecido pelo sol? E nesta contemplação, sua vida volta para trás, quando tinha uns treze anos.
Chegando da escola depois do meo-dia, quando todos já tinha almoçado.
Abria a porteira, dirigia-se para os fundos. O grande terreiro desfraldava bandeiras coloridas em todas as direções, abanando, desesperadamente, para alguém invisivel que, certamente, partiu. "Hoje minha mãe lavou a roupa de todo nós" - pensou para si. Entrou pela porta dos fundos, passou pela cozinha, jogou a pasta em cima da cama, voltou. Destampou as panelas que estavam sobre o fogão de lenha e foi lavar as mãos.
A mãe carinhosamente e atenta, ali estava para servir um prato de comida, cuidando para que se alimentasse.Afinal , era a única que estava estudando.
Às roupas do varal simbolizavam movimentos de pessoas,muitas pessoas na casa : pais, irmãos, tios, sobrinhos,empregados
Era a vida palpitante,entre risos, brigas, discussões,brincadeiras.....mas muito amor
O tempo passou.Veio a formatura .
 A mudança de cidade,de hábitos, a adaptação a uma outra realidade.
A vida pregou-lhe uma peça. Os filhos não vieram. O marido não gostava de "ajuntamento".Reuniões com  amigos aconteciam esporadicamente. O recolhimento. A quase solidão e mais outra adaptação.
Já está acostumada com seus livros, suas músicas, seus amigos, a contemplação, a meditação.........mas as roupas no varal exercem um fascíniosobre ela. Enchem a casa de lembranças, de burburinho e quase chega
a sentir o movimento das pessoas amadas que já estão em outra dimensão, circulando de lá para cá. As recordações! O pai dedicado! A mãe adoravel! Os irmãos, alguns sobrinhos!Tudo passou. Agora é aguardar o reenconro em outra existência.


(Autor desconhecido)
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